30 agosto, 2007

Escute sua Alma

Faça o que a sua Alma pede e assim você se sentirá mais completo, mais feliz e realizado!

Esta é uma grande verdade. Muitas vezes fazemos aquilo que a sociedade nos pede, o que nossos pais esperam de nós, o que os amigos depositam em nós e principalmente, aquilo que nossa mente criou de auto-imagem, baseada apenas em falsas necessidades e estereotipos de sucesso da sociedade.

Ser um grande empresário, ser 'o melhor de todos' naquilo que se propõe, ser o primeiro, ter um carro 0 km, uma grande casa, esbanjar sucesso e ser capa de revistas importantes. Marcar seu nome na história...

Acontece que até mesmo uma lesma deixa seu rastro na história....

Seja o que sua Alma lhe pede. Fique bem com você mesmo. Você não tem que ser o melhor de todos para ser feliz. Basta ser bom, se sentir bem com o que faz. Não precisa fazer de tudo para ter uma casa, um carro, pois eles virão como conseqüência de um estar bem, e se você realmente sentir necessidades deles. Muitas vezes nossas aparentes necessidades nada mais são que impulsos de 'imagens de sucesso' criados pela sociedade e que acabamos absorvendo como sendo nossas próprias necessidades pessoais!

Tampe seus ouvidos um pouco e escute sua Alma.
Feche seus olhos por um momento e olhe para dentro de si.
Se reconheça. Desperte!

Do que você precisa? Quem você é? Quem você quer ser? O que você quer?

Você, enquanto Alma iluminada na terra e não o 'você externo', que vive em função da sociedade e seus conceitos de sucesso pueris e nada relacionados a essência humana.

Seja você. Sinta aquela liberdade interior, te impulsionando para algo que realmente lhe traga felidade, que te faça se sentir completo e realizado.

Não apenas realizado em um breve momento, mas a cada momento, numa evolução harmoniosa do seu Ser.

Escute sua Alma e faça o que ela lhe pede. :)

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22 julho, 2007

Livros: fonte de conhecimento e sabedoria

Minha querida amiga Sabrina me passou um desafio onde devo escolher 5 (cinco) livros que de alguma forma influenciaram de forma determinante minha vida.

Eis uma tarefa difícil... primeiro porque acredito que todo livro influencia de alguma forma quando lido de coração aberto e sincero. E segundo porque mesmo aqueles especiais, pelo menos em minha vida, são muito mais do que apenas cinco. Mas vamos lá!!! rs

- A Bíblia (Novo Testamento)
- O Poder Infinito da sua Mente
- A Conspiração Aquariana
- O Ponto de Mutação
- I Ching

Ahhhhhhh, vão ter que me permitir adicionar mais dois...rsrsrs

- Livro pequeno sobre educação alternativa. Só que eu não me lembro seu nome e nem seu autor. O perdi numa das minhas mudanças.
- Yoga para Nervosos.

Bom, são tantos que realmente fica bem difícil. Vou falar um pouco sobre como cada um desses 7 livros me influenciaram.


A Bíblia sempre foi minha base e sempre será. Gosto muito do Novo Testamento. Sua energia, seus ensinamentos, para mim é um livro perfeito.
O Poder Infinito da sua Mente, do Pe. Lauro Trevisan, mudou completamente minha vida aos 15 anos. Na verdade não foi o livro, mas sim uma palestra dele que assisti. Depois disso, comprei seu livro e ele plantou sementes eternas em mim de paz, alegria e amor pela vida. Quem me conhece, sabe o quanto eu mudei após esse livro.
A Conspiração Aquariana é outro livro fantástico, que me deu, junto com o livro Ponto de Mutação, uma nova visão da realidade. Foi como se um véu tivesse sido retirado dos meus olhos para que eu pudesse ver e perceber muita coisa misteriosa da nossa realidade. Os dois livros são fantásticos.
O I Ching sempre me auxilia em momentos onde meu emocional toma conta do seu Ser, em meio a tempestades e caos. Tem sempre a palavra certa para o momento certo.
Este livro sobre educação do qual não me lembro o nome e nem o autor é maravilhoso! Mostra um outro entendimento sobre a educação alternativa. Me ajudou muito a entender como a educação pode ser diferente e muito melhor!
Yoga para nervosos, do Prof. Hermogenes, é muito mais que um livro para nervosos, mas sim um livro para todas as pessoas. Possui sábios ensinamentos além de diversos exercícios simples que realmente acalmam a mente e equilibram o nosso Ser.

Bom, esses são os meus livros escolhidos. :)

Obrigado a Sabrina mais uma vez por me dar a oportunidade de pensar sobre coisas tão boas em minha vida. ;)

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23 junho, 2007

Interagindo com a Realidade – I

O sentido de algo está dentro da própria essência deste algo. A razão de ser o joga adiante no espaço-tempo. Suas motivações e suas intenções movem-no através do tempo.

Este movimento gera um fluxo, uma carga de energia, que mostra quem e o que é esta coisa. Suas intenções a jogam para frente com seus atos, seus pensamentos, seus sentimentos.

Tais intenções podem ser dirigidas a alguma coisa, ou alguém. Mesmo que a si próprio, se tornando neste caso, sujeito e objeto da intenção. E qualquer intenção tem por detrás uma motivação. Mas o que gera a motivação? Um objetivo maior, mais amplo, mesmo que apenas em relação à própria motivação. Posso ter um objetivo de saciar minha sede e por isso tenho uma motivação de beber água, gerando minha intenção de ir à cozinha e pegar um copo d’água e por fim, concretizar em ação, indo de fato na cozinha e bebendo água, enquanto me sinto melhor por ter atingido meu objetivo inicial.

Mas o que gera o objetivo inicial? Necessidades.

E as necessidades podem ser da ordem fisiológica, como no caso da água, mas podem ser também da ordem emocional e espiritual.

Nestes casos, principalmente a espiritual, a necessidade vem de algo superior ao nosso raciocínio, vem de algo na própria essência. Temos pouco contato com nossa essência, embora ela esteja em nós o tempo todo.

Porém, mesmo não tendo um contato consciente com nossa essência, a força dela se faz presente na nossa razão de ser, gerando um impulso em busca de ‘voltarmos’ a nossa origem, mais divina e em contato com o Todo.

Disso resulta a busca pela evolução, pelo reencontro com nossa essência, justamente através da necessidade de significar nossa essência para nós mesmos, gerando motivações que geram intenções e que deveriam gerar ações correspondentes. Digo deveriam, pois neste ponto nós corremos para o lado oposto. Camuflamos nossa intenção de ser no mundo e de ser existencialmente, com intenções e necessidades criadas ilusoriamente e com questões que, podem ser importantes enquanto vivemos aqui na Terra, mas que não podem ocupar uma posição de maior destaque do que nossa essência.

Não vejo nenhum mal em se ter um carro, uma casa, um luxo maior e etc. Que bom seria se todos tivessem! O problema se inicia quando estas buscas e conquistas ofuscam as necessidades espirituais existentes na pessoa, deixando-a com o tempo, mais tristes e com uma sensação de vazio interior. Claro, tal sensação vem do fato dela não atender as motivações e intenções da sua essência, de se buscar uma evolução e um ‘retorno’ ao sagrado interior.

Para ser no mundo, ou ser na existência, algo deve ser duas vezes e assim se tornar uma. Ela deve ter o seu sentido interior, que se mantém internamente como centro do equilíbrio e guia mestra e o exterior, que se lança no mundo, em busca das demais coisas existentes, se relacionando, se misturando, sendo transformado e transformando tudo, ao mesmo tempo.

É o se projetar através das motivações, intenções e ações (que lembro, podem ser táteis ou por sentimentos, falas, olhares, etc) a que eu me referi no início. A pessoa se projeta através do espaço-tempo sendo o que tem intenção de ser, ainda que seu interior pretenda seguir por outro caminho por causa de outras intenções interiores. Seria o caso então de harmonizar os caminhos.

Mas penso que para um texto despretensioso e inicial, já está bom. No próximo texto sobre as interações com a Realidade, tenho a intenção (risos) falar um pouco sobre harmonizar as necessidades essenciais interiores e os estímulos exteriores que acabam prevalecendo quando nos projetamos no mundo. Um abraço!

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20 junho, 2007

Jóia rara

Nesta vida somos todos filhos e filhas de Deus, da Força Suprema, do Uno, ou o nome que você quiser dar para esta Energia Cósmica que está em tudo e rege tudo.

Sim, somos todos iguais em potência e em nossa origem, nossas capacidades, nossa essência...

Mas há pessoas que estão num outro patamar. Estão num estágio mais elevado. São quase anjos. Estão numa esfera de vida que fica entre os humanos e os anjos. Erram como humanos, mas ao mesmo tempo acertam como anjos.

Sua Alma é pura... seu coração é lindo... e são pouco compreendidos em nossa sociedade. Suas crenças são motivo de deboche para muitos. Seus sonhos e ideais são tachados de utopias sem sentido por outros. Suas peculiaridades são pouco compreendidas. Mas essas pessoas são assim mesmo, são pessoas especiais, que encantam o mundo e todos ao seu redor.

Conseguem dar um sentido prático ao amor.

Conseguem dar um sentido prático a arte de viver com alegria.

Conseguem se bastar quando precisam, e se entregar, quando necessário.

Amam, sem pedir nada em troca.

Cultivam o amor com amor e não com desconfianças, amarguras e tristeza.

São Luzes para o mundo.

Uma jóia rara...

Alguém que dá orgulho de ter sua amizade e de poder aprender, não apenas com suas palavras, mas com seus atos de amor.

Um ensinamento muito mais poderoso que as palavras, é justamente o ensinamento atraves do amor.:)

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17 junho, 2007

E por falar em amor...

Meu blog foi selado (indicado) com o selo "Destaque cupido fonte do amor" (que reúne blogs que falam de amor ou “exalam” amor) por minha amiga Sabrina Bonzi.

Como agradecimento, quis escrever este post para falar exatamente do amor. Um post nunca vai descrever ou tratar por completo do amor, uma vez que se trata de um assunto cuja essência remete ao infinito. Então, cada post se torna uma semente a mais... seja de pensamentos, seja de desabafos, seja de sentimentos a respeito do amor. Obrigado Sa!



Já citei em textos anteriores a Bíblia para falar do amor. E acredito que na Bíblia esteja sim a melhor definição, porém, há outras formas de se falar do amor também. Principalmente da ‘arte’ de se abrir ao amor do outro ao mesmo tempo em que procura manter seu amor próprio. Eis uma atitude difícil na prática, embora simples na teoria.

O ideal, no mundo ideal, seria simplesmente nos amarmos a tal ponto que, de tanto amor próprio, exalássemos amor e este amor que sai de nós se misturasse com o amor que sai de outra pessoa que também se ama muito, e então formasse ambos um único amor entre eles. Cada um mantendo seu amor próprio e ao mesmo tempo amando ao outro.

Seria o ideal... mas na prática, é difícil você conseguir amar a si mesmo e ao outro de tal forma que você consiga se bastar ao mesmo tempo que se abre ao outro e mostra o quanto o outro é importante para você.

Amar ao outro em qualquer nível, é como deixar o outro ser alguém tão Real em sua vida quanto você mesmo. Explico melhor citando a origem deste pensamento:

"Estamos cercados de inúmeros seres vivos e conscientes, visíveis e invisíveis. Embora saibamos que eles existem realmente e que são tão vivos quanto nós, parece-nos que eles existem menos realmente e que são menos vivos do que nós. Para nós, na percepção intensa da realidade, nós é que vivemos, enquanto os outros seres, em comparação conosco, parecem-nos menos reais; a sua existência tem mais da natureza de uma sombra do que da realidade completa. O nosso pensamento nos diz que é uma ilusão, que os seres fora de nós são tão reais como nós e que vivem tão intensamente como nós; mas é inútil, porque, apesar disso, nós nos sentimos no centro da realidade e vemos os outros seres como que afastados desse centro. Qualifique-se essa ilusão de 'egocentrismo', de 'egoísmo' ou de ahamkara ('ilusão do eu') ou de 'efeito da queda primordial', nada disso tem importância, uma vez que nem por isso ela cessa de nos fazer sentir-nos como mais reais do que os outros.

Ora, sentir alguma coisa como plenamente real é amar. É o amor que nos desperta para a realidade de nós mesmos, para a realidade do outro, para a realidade do mundo -- e para a realidade de Deus. Nós nos amamos, sentindo-nos reais. E não amamos -- ou não amamos tanto quanto a nós -- os outros seres que nos parecem menos reais."


Este texto relata um tipo de amor que serve para qualquer esfera, seja entre amigos, entre amantes, entre familiares ou entre seres humanos. No nosso caso aqui, ele se aplica igualmente, pois amar sua parceira, ou seu parceiro, é deixar que esta pessoa se torne tão real em sua vida quanto você mesmo. E isso significa respeitar sua natureza, seus gostos, suas opiniões, seus sonhos... e movido pelo gostar dela(e), você procurar compartilhar disso tudo e apóia-la nas realizações dessas características e ideais. Da mesma forma, mostra-se a esta pessoa, e com o amor dela por ti, se tornar real na vida dela também.

Se abrir ao outro, deixar que o outro entre um pouco em ti e faça parte do seu ser, é de certa forma deixar também parte da sua felicidade na mão do outro. Mas se não fosse assim, não precisaria do outro, você seria feliz igualmente com um livro. Só que um livro não é como um(a) parceiro(a) de vida.

É preciso se abrir... e abrir sua vida ao outro. E vice-versa. Até para que haja uma profundidade entre ambos. É preciso ter confiança e coragem, ter simplicidade e fé de que o outro tem as melhores intenções para com você. Ele(a) pode até te magoar, mas com certeza não é essa sua intenção e em breve, as coisas estarão no rumo certo novamente.

Sem essa abertura, sem essa confiança, é difícil existir um amor verdadeiro entre duas pessoas.

Mas esse abrir-se não pode causar decepção futura? Sim, pode. Mas se não se abrir, você nunca saberá e nem conseguirá aproveitar tudo o que o amor tem a oferecer.

Como disse o poeta Gibran:

"Quando o amor vos chamar, segui-lo,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando êle vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando êle vos falar, acreditai nêle,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma por que o amor vos coroa, assim êle vos crucifica. E da mesma forma por que êle contribui para vosso crescimento, êle trabalha para vossa poda.
E da mesma forma por que ele sobe à vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também ele desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Êle vos debulha para expor a vossa nudez.
Êle vos peneira para libertar-vos das palhas.
Êle vos mói até a extrema brancura.
Êle vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então, êle vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.
Tôdas essas coisas, o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações e, com êsse conhecimento, vos convertais no pão místico do baquete divino."


Você pode e deve crescer muito com o amor. Quando o amor lhe chamar, vá, sem medo, pois com certeza irá valer a pena.

Nesta vida, muitas coisas são importantes... e a maior delas, é o Amor. Pelo outro, e por si.



Bom, irei agora selar mais outros 10 Blogs que de alguma forma, 'exalam amor'. Como não conheço muitos Blogs, irei tomar a liberdade de pegar alguns que considerei muito bacanas da lista da minha querida amiga Sabrina. Ao todo, são eles:

- Jardim dos Girassóis
- Quem sabe isso quer dizer amor
- Floradas de amor
- Primavera da Alma
- A menina e a montanha
- Fina flor
- Girassol
- Vertentes de mim
- Do heart
- Heart's Place

São todos ótimos blogs!

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16 junho, 2007

Momentos caóticos de tristeza e alegria

Há momentos na vida em que parece estarmos bem no meio de um furacão, um caos.
Ficamos desorientados de tanto que vamos de um lado a outro. Somos jogados com força e por forças externas a nós.
Nosso ponto de referência foge de dentro e se coloca fora, em situações, em pessoas, em tudo o que possa de alguma forma despertar algum sentimento em nós.
Ora, se o ponto de equilíbrio está fora, então é lógico que fiquemos à mercê do que está fora também.
Isso nos torna muito vulneráveis...
Não que não sejamos vulneráveis de outras formas, pois mesmo tendo o centro em nós, ainda assim estaremos sempre vulneráveis na medida em que nos relacionemos com o mundo.
Mas por que existe essa idéia de que, quando estamos entregues ao outro, isso seja algo ruim?
Não sei responder...

Este momento caótico possui instantes maravilhosos também, pois estamos tão desarmados, tão entregues ao mundo, ao próximo, que podemos ver muitas verdades sem o véu social, sem as máscaras que costumamos usar inconscientemente, numa proteção absurda contra o mundo e o outro, justamente o outro, nosso irmão Divino.
Momentos assim trazem pureza, inocência e simplicidade esquecidas no caminho da vida em sociedade... mas trazem também esta vulnerabilidade e esta sensação de estar sempre de um lado a outro, dependendo do que digam ou façam em relação a nós.

Já não sei mais o que pensar e como agir, para ser bem sincero com minha consciência.
Estes momentos de caos, normalmente precedem momentos de glória e alegria.
Porém, quando chegam tais momentos felizes, pensamos termos conseguido a vitória... ou, ao menos, termos superado o momento de caos.
Mas percebemos que mesmo esses momentos de alegria também são partes do momento maior de caos... são justamente um dos lados para onde somos jogados pelo furacão.

O que fazer?
Colocar o centro em nós?
Como?
Por que?

Talvez... o erro, se é que isso é um erro... seja confiar demais.

Parece que na vida, tristeza e alegria caminham bem próximas... e nós, com elas.
E a distância entre uma e outra, nestes momentos caóticos, deixa de existir.
Tudo se torna momentos de alegria e segundos depois, tristeza.
E vice-versa.
Assim ficamos, à mercê do mundo, sofrendo e sorrindo com ele...

Que este mundo então seja melhor, para não me fazer sofrer tanto neste momento de transformação, até que o meu centro volte novamente para sua casa, sua origem, seu lugar, para o meu interior.

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07 junho, 2007

Quando...

Quando conseguires ver através do véu que cobre a sua percepção, então perceberás que és muito mais do que sempre pensou ser.

Quando não tiver mais medo, talvez possa perceber o quanto de alegria jogou fora.

Quando entender que as coisas mais simples podem ser também as mais belas, perceberás então o quanto já complicou sua vida.

Quando pegar uma pedra e compreender que para que ela seja uma pedra, são necessárias duas pedras, a que é, e a não-pedra, então poderás abrir as portas de muitos mistérios.

Quando quiseres sorrir, pare e pense: por que não?

Quando tudo cair, seu mundo ruir, não se desespere, pois você possui o dom de Deus de criar novos mundos a partir de dentro de ti.

Quando o que estiver ali, for o que estiver aqui, então terás poder suficiente para simplesmente se acalmar e não fazer nada.

Quando não precisar mais vencer, superar, evoluir, se iluminar, então começaras a viver tudo isso.

Quando as palavras já não fizerem sentido algum, é hora de calar-te e escutar mais a natureza.

Quando amar... então saberás que em teu íntimo, você é de fato, filho(a) de Deus.

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04 junho, 2007

O vir a ser das coisas

Certa tarde, um monge, sentado à beira de um rio com seu mestre, lhe perguntou:

- Mestre, qual o destino deste rio?

- O destino que lhe couber, aquele que permite a ele ser um rio. - respondeu o mestre.

- Mas quem define isso? O próprio rio? - insistiu o monge.

- Uma coisa só é quando consegue ser o que pretende ser. Este rio nada é, até ser um rio.

O monge ficou pensando, e novamente perguntou:

- Mas como saberei se este rio é mesmo um rio?

Neste exato momento, o mestre empurrou seu aprendiz no rio e perguntou:

- Você se molhou?

- Sim mestre, olhe para mim! Porque fizeste isto?? Estou todo molhado!!

- Então agora você sabe que isso é mesmo um rio...

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03 junho, 2007

Os Grandes Amigos

Grandes amigos são aqueles que te ajudam,
mesmo quando você não pede.
Te escutam,
mesmo quando você não fala.
Te apoiam,
mesmo quando você não mostra que está caindo.

Grandes amigos estão sempre com você ao perceberem que você não está com eles, por não estar bem.

Grandes amigos dão não apenas as mãos, mas os braços também.

Fazem de tudo para te ver sorrir.
E mesmo que você feche o rosto,
eles não largam do seu pé,
pois não pensam em si neste momento,
mas apenas em ti.

Grandes amigos são amigos aqui, ali,
em qualquer lugar,
em qualquer época,
mesmo que você fique sem se comunicar com eles por anos.
Quando precisar,
eles estarão lá,
te ajudando sempre.

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12 maio, 2007

Descaminhos que levam ao caminho

Quando uma porta se fecha, outra se abre. Este é o fluxo da vida. Esta é a dinâmica das coisas que estão ao nosso redor. Muitas vezes nos vemos diante da tristeza, da desilusão, da decepção e até mesmo do desespero. A esperança se esvai e tudo parece perder boa parte de seu sentido. Nestes momentos é que temos que ter forças! Temos que acreditar! Saber que depois de uma tempestade, sempre surge um lindo dia. Saber que depois do caos, vem a ordem e a calma. São os descaminhos que levam ao caminho.

Mas este acreditar deve vir junto da boa ação. Plantamos agora aquilo que desejamos para nós amanhã. E apesar de nem sempre termos condições de plantar somente alegria, paz e amor, tente ao menos manter-se neste estado. Continue a acreditar que tudo isso está aí, dentro e fora de você. Pois realmente está ao seu redor e no seu íntimo. Mantenha-se o máximo possível sereno, consciente de que tudo flui e que logo você estará melhor. Faça bons atos, faça o correto, mesmo que cegamente. Quando se mantém virtuoso e se faz o certo, logo se colhe boas coisas.

Mas, ainda que a colheita demore, aproveite o momento para aprender com a vida. Ao invés de apenas reclamar, tente perceber o que está acontecendo. Não se coloque como vítima e sim como um aprendiz dos mistérios da existência.

Então, de repente, algo vai acontecer. Algo vai mudar. Dentro e fora de ti. Alguma coisa vai surgir em sua vida, algo bom, algo que você não acreditava mais ser possível, ou então nem se lembrava mais.

Aguarde este dia chegar. Esteja preparado para ele. Pois quando acontecer, você terá que tomar cuidado para não deixar-se cair nos velhos hábitos de comportamento e pensamento.

Ficamos presos a determinadas situações caóticas que, quando algo novo surge, nos interessamos naquele momento, mas no segundo momento acabamos voltando ao estado anterior do ser, ao invés de fluir com a vida. Acabamos deixando que nossos vícios e hábitos comandem nossa vida. Por medo, por comodismo. Não deixe isso acontecer! Tome a frente da sua vida e tenha tudo o que sonhar.

E por falar em sonhos...

Quando nossa decepção envolve o rompimento de um sonho... A desilusão de um sonho... É muito forte o sofrimento. Somente um sonho pode substituir outro sonho. Somente um sonho tem poder e força para substituir outro sonho. Quando você se sentir desiludido por um sonho acabado, plante outros dentro de ti, ou então, relembre de outros. Todos nós temos vários sonhos!!! E às vezes, um mesmo sonho pode se repetir, em uma plenitude ainda maior, ainda mais forte. Acredite.

Não sei do que é feito a substância dos sonhos... só sei que com fé, esperança e persistência você pode transmutar esta substância para a realidade. Tornar seu sonho real!

Coisas boas acontecem todos os dias... esteja preparado para elas.

Novos trabalhos...

Novos planos que brotam em sua mente...

Novas pessoas que surgem da forma mais inesperada...

Novos caminhos...

Esteja preparado. A vida flui... :)

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07 maio, 2007

Te direi, pela mãe natureza

De ti nada posso falar.
Não por próprio desejo,
Mas porque tu me impedes.
Se fecha, num quase desprezo.

Te falarei então pela natureza.
Que tu ouves,
Que tu sentes,
Para quem você se entrega.

Ao fogo, peço que te mostre minha paixão.
À água, peço que te mostre minha pureza.
A terra, que te dê meu coração.
Ao ar, que te ensine a me amar.

Aos rios, peço que te levem sorrisos.
Aos pássaros, que te ensinem a voar.
Às árvores, que te dêem abrigos.
Aos animais, que te sejam amigos.

Ao mar, que te encante todos os dias.
Ao vento, peço que te leve a verdade.
A lua, que te faça sonhar.
Ao sol, que te ilumine sem parar.

E agradeço...
“Obrigado mãe natureza!
Por dizer a ela...
O quanto eu,
Daqui,
Em todos os sentidos,
A acho Bela.”

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06 maio, 2007

Quando o mundo se torna você

Queremos um mundo de paz e justiça, amor e harmonia. Buscamos a paz.

Mas ao invés de desejar, seja a paz. Ao invés de desejar o amor, seja o amor. A melhor forma de se conseguir algo no mundo é se tornando este algo.

Estamos sempre trocando com o mundo, com a realidade. O que você tem trocado com a realidade? Exatamente aquilo que você é. Se você é amargura, raiva, estresse, então é isso que você está trocando com o mundo. Se você é alegria, amor, humildade, então é isso que você está trocando com o mundo. A escolha é sua.

Não adianta apenas pensar em ser amor, pensar em ser feliz. A teoria ajuda a nortear os passos, mas ela em si não caminha. Quem caminha é você, enquanto ser. Não enquanto ‘ser pensante’ apenas, nem enquanto ‘ser que deseja, aspira, sonha’, mas enquanto ser em sua plenitude, com tudo isso e também com seus atos. Para unificar atos, prática, ações, sonhos, pensamentos, sentimentos, desejos, tudo isso, basta Ser. Se você é alguma coisa, então você tem tudo isso dentro de você em relação a esta coisa.

Seja mais reflexivo com sua vida, para saber quem és e quem podes ser.

Seja mais paciente consigo mesmo, pois não será em meio a revoltas que você conseguirá trazer paz para si mesmo e consequentemente, para o mundo.

Caminhe na calmaria, mas não no comodismo. Pense, reflita, faça e seja!

Seja aquilo que você quer do mundo.

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01 maio, 2007

Não tenha medo, tome os caminhos e viva o amor

Quando sentir-se confuso
Quando sentir-se sozinho
Quando sentir-se desmerecido
Quando encontrar-se na escuridão

Tenha Fé
Acredite no que é correto
Acredite no bem do mundo
Acredite em você mesmo

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29 abril, 2007

Pensamentos...

As vezes olho para o passado... e me perco
As vezes olho para o futuro... e sonho

Fico impressionado o quanto a nossa mente pode nos confundir.
E o quanto ela pode nos salvar.
Não acho que a mente seja algo que devemos ter total controle,
Mas também não devemos deixá-la no controle.

Muitas vezes a mente tenta controlar os sentimentos.
O amar se torna amor.
O sonhar se torna sonhos.
O fazer se torna querer.

Abdicamos da nossa vida vivida,
Em troca da vida idealizada.

O confronto do que sonhamos
Com o que temos e somos.
Mas deveria ser assim?
Por que então sonharíamos maravilhas se não pudéssemos torná-las reais?
Seria como a Lua, bela, que podemos apenas contemplar, mas não tocar?
Ou seria como sonhar em um dia ir para Lua, e sim, toca-la?

O que distancia a vida que sonhamos, da vida que temos, é a nossa fé.
Quanto mais acreditamos, mais próxima nossa vida é dos nossos sonhos.
Quanto menos acreditamos, mais distante ficamos.

Mas a Fé passa pelo pensamento, pela imaginação, pelo sentimento?
De onde vem a Fé? Da esperança? Do Amor?
Ah, o Amor...

Feche os olhos por um momento...
Escute seu interior...
Não pense... não procure explicações... não procure simbolizar nada...
Apenas feche os olhos.
Sorria.
Viva.
Sinta.

A Fé está em você. A Fé, é você, quando você, é a Fé.
Tenha Fé na vida. Tenha Fé no amor. Tenha Fé em você.

Seja a criança.
Seja a água.
Seja a mudança.
Que muda, mas sempre é.

E quando seus pensamentos voltarem para lhe incomodar,
Sorria para eles e diga:
Bem vindos... quero lhes apresentar minha Fé.
Pronto. Agora seja!

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24 abril, 2007

O que difere a amizade do amor?

Pergunta simples, mas de difícil resposta. Não pela resposta em si, mas sim porque tudo que envolve sentimentos se torna sempre difícil de expressar em palavras, em argumentos lógicos e coerentes.
O que você prefere? Uma grande amizade ou um grande amor? Muitas pessoas dirão que preferem uma grande amizade, pois esta dura a vida toda. Pois bem, eu prefiro um grande amor, pois se eu creio que uma amizade é por toda vida, eu também creio que um grande amor é por toda eternidade.

Mas não gosto desta separação, amizade e amor.
Penso que a amizade faz parte do amor. Não existe amor entre duas pessoas sem uma amizade entre elas. Porém, também penso não ser possível uma amizade verdadeira entre duas pessoas que não se amam em alguma medida.
Cabe então, talvez refletir sobre o amor. Pois existem formas diferentes de amar, embora o amor seja um só. Amor dos pais pelos filhos, dos filhos pelos pais, de um amigo pelo outro, de um homem por uma mulher, e assim por diante.

Segundo livro de autor anônimo, amar alguém é tornar essa pessoa tão real quanto a si próprio. Eu concordo. Quase sempre nosso ego faz com que a nossa realidade gire em torno de nós mesmos. Como se fóssemos o centro do nosso universo enquanto os outros ‘estão’ em nosso universo. É a sensação do ego. Amar alguém, segundo o autor, seria elevar a pessoa amada ao mesmo patamar que você em seu universo. É perceber alguém tão real quanto você. Uma ótima definição, que cabe para todas as formas de amor.
Mas quero destacar aqui também uma definição da Bíblia, perfeita em todos os sentidos, encontrada no livro de 1 Corintios 13 (4-8): “O Amor é muito paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O Amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa. Todos os dons e poderes especiais que vêm de Deus terminarão um dia, porém o Amor continuará para sempre. (...)”. Eu acredito neste amor. E vejo-o em todas as formas de amar.
Como disse em textos anteriores neste blog, amar é antes de tudo uma ação. Só se ama, amando.

E a amizade? Também não incluí um doar-se ao outro sem querer nada em troca? Ser fiel ao outro sem pensar duas vezes? Estar junto em todos os momentos? Sim, é tudo isso também, tal qual o amor. Por isso eu posso dizer que numa verdadeira amizade existe sim amor. Um amigo pode dizer ao outro com convicção: Eu te amo. Assim como uma mãe fala ao filho.
Mas então voltamos a pergunta inicial: O que diferente a amizade do amor? Até aqui só encontramos semelhanças.

Uma vez que temos a certeza de que existe amor na amizade e que existe amizade no amor, temos então que definir de qual amor estamos falando e querendo encontrar o que o difere da amizade. Pois bem, estamos aqui tratando do amor entre homem e mulher, ou entre um casal. Então a pergunta apropriada seria: o que difere, numa relação entre homem e mulher, uma amizade verdadeira entre ambos e um amor verdadeiro entre ambos (no contexto de homem-mulher)?

Até onde vai este amor entre homem-mulher? Não me parece ser maior que o Amor puro pelo ser humano (o Amor pelo próximo na percepção divina). Mas me parece ser maior do que o amor entre amigos e o amor entre familiares. Em 1Corintios, na Bíblia, há também uma passagem que diz que uma forma do homem ter a certeza de que encontrou sua esposa, é quando o seu amor por ela for maior do que o seu amor por sua mãe. Sim, isso faz muito sentido. Quando amamos uma outra pessoa, com quem pretendemos nos casar e ficar junto, então criamos com esta pessoa uma nova família. Passaremos da nossa atual família, de pais e irmãos, para a nossa própria família, onde seremos os pais. Quando constituímos uma nova família (ainda que apenas um casal) então nossos pais e irmãos se tornam parentes, familiares e não mais a nossa família. Por isso devemos sim amar mais o nosso grande amor, nosso verdadeiro amor, do que os nossos pais, para podemos realizar essa mudança de família sem problemas.
Quando isso ocorre, não há influências de pai, de mãe, de irmãos, que impeça-o de ser feliz com seu grande amor. Ou seja, seu amor por sua parceira ou seu parceiro é maior do que seu amor por seus pais, irmãos, avós, etc. Ainda que sejam amores diferentes, há uma força maior.

E quanto ao amor na amizade? Também penso que é maior. Como disse no início do texto, sei que muitas pessoas consideram a amizade mais importante. Porém eu penso que o amor verdadeiro por sua parceira (seu parceiro) é ainda maior. Amizade dura por toda a vida. Um grande amor dura por toda eternidade, através de várias vidas.
Mas para surgir o amor, deve-se ter a amizade. Se há amor na amizade, é porque há elementos da amizade no amor. Só que há muito mais no amor entre homem-mulher. Se não o for, cairá na mesma questão dos familiares que podem influenciar um relacionamento. Amigos são importantes e podem influenciar de forma positiva sim, mas não definir um relacionamento onde existe um amor verdadeiro.

Muitas pessoas acreditam que se uma relação atingiu um determinado grau de amizade, então não há como os dois namorarem e se amarem. Eu penso o contrário. Só é possível se amarem de verdade quando há um grau elevado na amizade, pois isso significa dizer que já existe de antemão entre essas pessoas, o outro tipo de amor, o amor da amizade, e com ele a cumplicidade, a fidelidade, o companheirismo, o doar-se, dentre outros elementos existentes no amor de um casal. É como se fosse já meio caminho andado.

Pois bem, se quando há grande amizade, há mais chances de um amor verdadeiro, o que faz com que uma amizade se transforme em amor? Em que momento isso ocorre e o que faz ocorrer? A vivência é um elemento. A sintonia é outro. A percepção apurada, o despertar, o sentir a outra pessoa também. Quem não conhece histórias de pessoas que buscavam tanto um grande amor e quando perceberam, seu grande amor sempre esteve perto, ao lado, sendo um amigo ou amiga? Isso ocorre muito, principalmente quando a pessoa consegue ter aquele ‘estalo’. Quantos casais não começaram quando dois amigos se olharam e ‘puff’, perceberam que tinham tudo em comum, que eram muito queridos um pelo outro? Nem todo amor se inicia de uma paixão ardente. Aliás, uma coisa é paixão e outra é amor, embora haja no amor os elementos da paixão, mas não o contrário.

Entendo paixão como uma intensidade muito grande, mas em desequilíbrio. O amor possui a mesma intensidade, e até maior, mas em equilíbrio, em harmonia. Não quer dizer que paixão seja ruim, claro que não. Apenas estou procurando diferir ela do amor. Muitas amizades começaram por paixão também. Depois que este diminui, percebem que não era amor, apenas amizade. E em alguns destes casos, a amizade cresceu posteriormente e então veio o amor. Não há uma regra definida quanto ao início. Mas há quanto a continuidade, a saber: A vivência, seja para perceber o amor, seja para manter o amor, seja para fortalecer o amor.

Quer dizer então que se eu me apaixonar, não vou amar? Não, quer dizer apenas que se você se apaixonar, isso não é amor. Vai ser preciso existir uma amizade forte entre vocês, ainda que já em namoro, para que possa surgir o amor. É como se a amizade fosse um solo fértil para que o amor cresça. E as ações do dia a dia fossem você regando este solo, esta semente de amor, para que cresça e fique forte.
Quando existe apenas paixão, a intensidade em desequilíbrio, num casal, há sempre a possibilidade de que um simples desentendimento acabe com tudo. Isso porque um desentendimento gera mais desequilíbrio, que por sua vez não consegue ser administrado por uma força que já está em desequilíbrio, a paixão. Ao contrário do amor, que é uma força intensa em equilíbrio, capaz de entrar em ressonância com as energias em desequilíbrio que surgirem, a ponto de re-equilibrar todas elas. Converse com um casal de idosos casados há anos e felizes. Eles dirão que passaram por muitos problemas e superaram. Pois tinham o verdadeiro amor, a força intensa de equilíbrio capaz de ajuda-los a superar estes momentos. Brigaram muitas vezes, mas souberam que havia um amor ali e que isso era maior que qualquer outra coisa.

E como percebemos quando estamos amando um amigo ou uma amiga? Antes de tudo, é importante dizer que não é preciso que você já esteja amando. Você pode estar propenso a amar, pode estar com um envolvimento tão forte, um sentimento tão forte por alguém que já é seu amigo ou amiga, que basta um namoro, um tempo de convivência, para que o amor verdadeiro entre vocês surja. Isso não significa dizer que você deve então sair namorando com as pessoas na esperança que daí surja seu grande amor. De forma alguma. Isso seria um movimento do ego e não do coração, ainda que camuflado sob o prisma do ‘desejar um amor para sua vida toda’. Mas não é assim que o amor vem. Pelo contrário, neste ponto há um ditado chinês que cabe muito bem aqui: “Cuide do seu jardim, e as borboletas virão”. É a mesma coisa. Cuide de si mesmo, do seu coração, das suas virtudes, da sua integridade, do seu amor pela vida, por si mesmo, pelos outros, e irradiando este amor, com certeza seu grande amor virá, atraído por ti.

Lembre-se do exemplo que dei anteriormente, do casal de amigos que tanto buscavam por um amor e que somente quando conseguiram parar um pouco a tempestade em seus corações é que puderam perceber que este amor estava ao seu lado o tempo todo. Acalme seu coração e ao invés de buscar desesperadamente um amor, apenas seja amor.

Quer dizer então que eu já devo olhar para os meus amigos e amigas pensando que podem ser meu grande amor? Não, também não é assim. Este comportamento é igual ao que acabei de citar. Correr atrás. Não vai adiantar você agora querer namorar todos seus amigos e amigas na esperança de que um deles seja seu grande amor. Isso seria o mesmo que ficar beijando todos os sapos que encontrar na esperança de que um deles se transforme em seu príncipe (ou princesa)! Não faça isso. Apenas deixe fluir. Faça a amizade dar certo. Espere para ver se vai surgir algo depois de um tempo, algum sentimento mais diferenciado. Aproveite a amizade inicial. Cultive ela. Não queira logo transformar o outro em seu grande amor e vice versa. Também não fique vigiando para ver se isso ocorre. Não há um momento exato em que uma amizade deixa de ser apenas uma amizade e começa a ser amor de casal. Deixe fluir.

Até porque não adianta apenas um dos lados pensar que o outro é seu grande amor. Isso ocorre muito em relação a apaixonar-se, a encantar-se. Um dos lados se apaixona ou se encanta pelo outro sem existir uma correspondência. A amizade neste ponto pode se tornar instável, e até terminar, a menos que já exista um amor de amizade muito forte que consiga lidar com isso e superar. Pois um amor de amizade verdadeiro também é mais forte que uma simples paixão ou encantamento. Isto passa e a amizade continua. Talvez por isso muitas pessoas confundam e acreditem que uma amizade é mais forte que um amor de casal. Não é, mas é mais forte que uma paixão ou um encantamento.

Porém, voltando a questão, pode sim iniciar apenas de um dos lados. Dificilmente um relacionamento começa de ambos os lados ao mesmo tempo, com os dois passando a se gostar da mesma forma ao mesmo tempo. Então aquilo que era apenas paixão, encantamento de um dos lados, pode se tornar amor na medida em que o outro lado vai aos poucos percebendo que também sente algo. E numa amizade, é quase sempre assim que ocorre. Mas sem forçar nada, sem ficar ‘beijando todos os sapos que aparecerem’. Deixe fluir a relação. Quando há uma forte amizade, há sim as chances das coisas caminharem neste sentido, de surgir um encantamento, que poderá passar para uma paixão (intensidade em desequilíbrio) até chegar ao amor (intensidade em equilíbrio). E até mesmo iniciar um namoro a partir do encantamento, suficiente para então fazer surgir o amor. De qualquer modo, agindo assim, no mínimo você ganhará um(a) grande amigo(a). Deixe fluir. As borboletas virão.

Para finalizar, então o que difere a amizade do amor de casal? Alguns apressados poderiam dizer que seria o sexo. Mas não. Há sexo também entre amigos que não se amam. Outros poderiam dizer que é viver juntos. Mas não, pois há amigos que moram juntos e não se amam, embora a convivência possa ajudar a fazer surgir um amor entre os dois. Tem ainda quem vá dizer que é compartilhar bens. Não, pois há casais com divisão total de bens que se amam, assim como há amigos que compartilham bens em comum, mas não se amam.

Contudo há uma diferença entre amizade e amor. Você, eu, todos nós sabemos que há. Mas talvez por esta diferença estar em algo que não é possível de ser ver, por estar justamente na esfera dos sentimentos, das emoções, como eu disse inicialmente, é que se torne difícil de expressar e definir claramente em palavras.

Quando você consegue olhar para uma amiga ou amigo e dizer que é apenas amizade muito forte e quando consegue dizer que já existe ‘algo a mais’? Bom, ‘algo a mais’ não quer dizer amor necessariamente, mas poderá se tornar. Quando se torna amor, você consegue dizer e saber. Mas não sabe quando se transforma em amor, em que momento exato isso ocorre. Assim como é difícil dizer quando é amizade forte e quando já é algo a mais. Difícil explicar. A diferença entre amizade e amor de casal também é assim. Você sabe que existe a diferença. Mas não sabe bem como explicar.

Diante disso, fico com a resposta do filósofo Santo Agostinho, quando lhe perguntaram o que era o Tempo. Não é o tema aqui, mas sua resposta bem cabe a esta nossa questão: “Se não me perguntarem, eu sei. Se já me perguntarem, eu não sei”.

Então, simplesmente, deixe fluir... seja o amor... e ele(ela) virá... ou se revelará...

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22 abril, 2007

- Venha Sonhar, Venha! -

Venha, vamos sonhar
Não tenha mais medo
Não deixe de caminhar
Por medo de errar

Venha comigo, vamos sonhar
Sim, você pode
Sim, você sabe
Venha, me dê sua mão
Siga comigo, vamos sonhar

Seja criança
Volte a sonhar.
Seja feliz
Volte a sorrir.

Sim, eu sei
A vida não parece fácil
Mas ainda assim
Venha sonhar.

Sim, eu vejo
Dificuldades no caminho
Mas mesmo assim
Venha sonhar.

Não se preocupe com o que dirão
Se te chamarem de louco, sonhe
Se te chamarem de irresponsável, sonhe
Se te chamarem de infantil, sonhe
Se te chamarem de sonhador, agradeça.

Não é preciso dinheiro para sonhar
Não é preciso um carro para sonhar
Não é preciso uma casa para sonhar
Não é preciso nada, basta sonhar.

Jamais deixe de sonhar
Jamais deixe de acreditar

O ser humano nasce com duas capacidades inerentes: a capacidade de amar e a capacidade de sonhar.
Eu não preciso te ensinar a sonhar, apenas te lembrar que você pode...

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21 abril, 2007

Como é bom amar...

Como é bom amar, dar-se ao outro, vivenciar o outro, se entregar ao outro.
Como é bom ser amado, receber sem pedir, ser protegido, ser você sem medo.
Existem formas de amar.
Em todas elas, há pureza, há paixão, há um desejo pelo bem do próximo.
Em cada ato do amor, pois amar só se faz em ações.
Não se ama parado, mas se ama contemplando.
Não se ama calado, mas se ama sorrindo.
Não se ama sem amar.
Amar é uma ação, é um fazer, é um ser.
Seja amor para quem você ama.
Seja amor para si mesmo.
Seja amor para a vida.

Como é bom amar...
Como é bom ser amado...

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07 abril, 2007

Mudanças Em Nossas Vidas

(baseado em estórias orientais)

Certo dia, Verviel foi ter com uma senhora muito sábia e querida na região esquecida e fria de Floresan.

- Por favor, Sábia Ione, eu preciso de uma luz para clarear meus pensamentos e iluminar a direção correta. Minha vida está um caos!
- Toda grande mudança é precedida de caos meu jovem.
- Sim, disso eu sei... mas... mas eu já estou neste caos há bastante tempo. Nada muda. As coisas são sempre iguais, eu sou sempre igual!
- As coisas sempre mudam meu filho, sempre.
- Mas como é possível? Todos os dias eu me vejo na mesma situação, todos os dias eu vejo as mesmas coisas acontecerem em minha vida. Isso não pode ser mudança.
- Você medita?
- Sim, eu medito pelo menos duas vezes por semana.
- Você procura novidades em sua vida?
- Sim, estou sempre tentando inovar em algo, fazer um curso novo, sair com amigos...
- Você reza? Seja lá qual for sua religião.
- Sim, rezo sempre e peço a ajuda de Deus.
- Você procura mudar seu cotidiano?
- Sim, sim! Tento mudar todos os dias, mas nada muda!
- Meu jovem... sua vida já está mudando sim. Só que tais mudanças mais profundas não são perceptíveis. Elas simplesmente vão acontecendo conforme nós estamos abertos à elas e agimos em sintonia com elas. Você está agindo, mas talvez não esteja totalmente aberto, pois sempre procura observar se algo mudou ou não.
- Como assim?
- É como plantar uma árvore. Você coloca a semente na terra e rega todos os dias. Ela está lá, crescendo dentro da terra antes de virar uma pequena muda, mas você não vê este crescimento dentro da terra. Imagine se você todos os dias a retirasse da terra para observar se ela está mesmo crescendo? Ela morreria.

O jovem Verviel abaixou a cabeça e ficou pensamento.

- Entendo o que quer dizer Ione...
- Não se preocupe com a mudança. Faça a mudança, faça parte dela, sem se preocupar com ela.
- Mas... mas como eu vou saber em que momento realmente estou mudando???

A senhora sábia riu e respondeu:

- Você não vai saber. Um dia sim, você perceberá que mudou, mas não saberá quando isso aconteceu.
- Como isso é possível???
- Bom... pegue esta semente no chão.

Verviel pegou uma semente dentre várias que estavam no chão, em meio as árvores.

- Coloque aqui nesta parte do chão.- disse Ione apontando para uma área de terra batida.

Verviel colocou a semente e se afastou.

- Agora pegue outra e coloque ali também.

Verviel catou outra semente e colocou ao lado da anterior.

- Isso, agora pegue outra e coloque junto delas.

Verviel ficou meio confuso, mas pegou outra semente e a colocou sobre as outras duas.

- Agora imagine se você pegar várias outras sementes deste chão, uma de cada vez e ir colocando elas ali, umas sobre as outras. Chegará um momento em que você não terá apenas uma quantidade de sementes no chão, um monte de sementes, mas sim uma montanha de sementes.
- Sim, chegará um momento em que terei uma montanha. O que significa?
- Me diga, em que momento você terá essa montanha? A partir de qual semente você deixará de ter um monte de sementes no chão para ter uma montanha de sementes?
- Eu... eu... não sei... não consigo imaginar um momento onde eu coloque uma semente e o monte se transforme numa montanha, assim como não consigo imaginar um momento onde eu retire uma única semente e a montanha deixe de ser montanha e se torne novamente um monte.
- Pois é meu jovem, mas com toda certeza quando ela estiver montanha, você saberá que é uma montanha, só não saberá quando isso aconteceu. Da mesma forma ocorre com nossas mudanças.

Verviel compreendeu e se iluminou.

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22 setembro, 2006

O Velho Monge Sábio e o Jovem

Um jovem cabisbaixo foi ter com um velho monge muito sábio e respeitado que morava numa cabana próximo a uma grande floresta. Lá chegando o jovem disse ao velho monge:

- Monge, eu estou deprimido. Minha vida é uma grande farsa. Eu já tive tudo e agora não tenho nada. Só coleciono doenças, problemas emocionais, profissionais e mesmo mentais. Tenho amigos, mas parece que eles não são meus amigos de verdade. Não tenho namorada pois todas me largam na primeira semana. Sou um fracasso completo. Meu lado espiritual não existe e meu lado racional me consome, me culpa e não me ajuda em nada. Por favor, me ajude! - terminou suplicando o jovem.

- Venha comigo, vamos caminhar um pouco pela floresta. - disse o velho, caminhando em direção da floresta.

O jovem o seguiu e eles caminharam em silêncio por quase três horas. Ao final da caminhada, o monge disse:

- Volte amanhã, para caminharmos mais um pouco.

No dia seguinte o jovem veio e ambos caminharam novamente em silêncio por quase três horas. Ao final da caminhada, o velho disse:

- Volte amanhã novamente, para caminharmos mais um pouco.

E assim aconteceu por meses e meses, todos os dias o monge e o jovem caminhando em silêncio por algumas horas. O jovem, no entando, parecia não mudar em nada seu comportamento.

Até que um dia, no meio da caminhada, o jovem parou e reclamou em alto tom.

- Poxa monge, chega! Eu vim até aqui lhe pedir uma ajuda para um grande problema que venho passando. Até agora tudo o que fizemos foi sempre caminharmos por essa floresta sem dizer absolutamente nada, todos os dias, por meses e meses, sem melhorar em nada a minha situação. Eu continuo na mesma, com uma porcaria de vida! Nada disso aqui resolveu. Eu continuo sendo um fracassado, não tendo ninguém ao meu lado, duelando com meus pensamentos, meus sentimentos, sem amigos, sem nada na vida!!! Que droga!

O velho monge ficou parado escutando a tudo com atenção e calma. Logo em seguida, continou a caminhar e disse com muita serenidade:

- Você caminhou até agora apenas para poder me dizer tudo isso. Vamos continuar caminhando. Mas agora, caminhe para que não precise mais me dizer essas coisas.

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01 julho, 2005

Estórias do Velho Sábio de Barba Azul - Parte 3

I)
Uma jovem foi ter com o Velho Sábio de barba azul.
- Sábio, por favor, me ajude a escutar e seguir mais a minha intuição.
- Então por que você está aqui? – respondeu o velho.
- Desejo escutar e seguir mais a minha intuição. – disse a jovem.
- Então por que estás aqui? – respondeu mais uma vez o velho.
- Como eu disse antes, desejo sua ajuda para poder escutar e seguir mais a minha intuição.
- Então por que estás aqui? – disse novamente o velho.
Foi quando a jovem compreendeu e saiu feliz.

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Estórias do Velho Sábio de Barba Azul - Parte 2

II)
Um jovem foi ter com o Velho Sábio de barba azul. Queria que este lhe ajudasse a compreender o mundo. Ao chegar próximo da cabana do velho, encontrou este participando levemente de uma divertida partida de futebol com outros velhos da região.
O jovem ficou surpreso com o que viu. Esperava encontrar o velho sábio sentado em posição de lótus, pronto para lhe dar conselhos sábios. Contudo, foi ter assim mesmo com o velho, após o jogo.
- Velho, vim aqui para lhe pedir conselhos, mas me espantei com o que vi. – disse ele ao sábio.
- É mesmo?
- Sim, fiquei apreensivo. Não era o que eu esperava.
O velho então apontou para um limoeiro ali próximo e perguntou:
- O que vês?
- Apenas uma árvore. Por que? – respondeu o jovem.
- Suma daqui! – disse em voz alta o velho. – Quando conseguires me dizer pelo menos trinta outras possibilidades a respeito daquele limoeiro então volte aqui para continuarmos nossa conversa.

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Estórias do Velho Sábio de Barba Azul

III)
Um jovem foi ter com o Velho Sábio de barba azul.
- Velho, estou amando a Liz. Ela também disse que me ama e que quer se casar comigo. Gostaria de um conselho seu para saber como eu devo me portar diante desse amor.
- Eu a vi ontem beijando um outro rapaz. – disse o velho.
- Outro rapaz?! Como ela pôde? Como isso é possível? E ela ainda disse que me amava. Que mentirosa! - reclamou o jovem. – mas eu a amo e não vou desistir dela assim! Por favor, sábio, me ajude então a conquistar ela. Eu a amo! O que eu devo fazer?
- Vá para casa e esqueça ela. – respondeu o velho.
- Esquecer? Como assim? Eu a amo!– retrucou o jovem.
- Por que queres conquistar alguém que não amas? – perguntou o velho.
- Mas eu a amo!
- Como pode amar alguém cuja palavra você dá menos valor do que a de um velho de barba azul?

IV)
O jovem voltou dias depois para ter com o velho novamente sobre este mesmo assunto.
- Sábio, por favor, eu confio nela. Eu a amo. Mas preciso saber se ela realmente estava beijando outro rapaz ou não.
- Suma daqui!

V)
Dias depois o jovem voltou para ter com o velho sábio de barba azul novamente sobre o mesmo assunto.
- Sábio, por que eu não posso saber a verdade?
- Ou você confia nela, ou não confia. A verdade em nada tem a ver.
- Então eu devo confiar nela, acreditar nela, mesmo se for verdade o que o senhor me disse? O amor deve ser realmente cego para ser amor?
- Quanta barbaridade pode falar... – retrucou o velho – O amor não é cego, pelo contrário, é luz, é iluminação, é ver o invisível.
- Então por que eu não posso saber se é verdade ou não que ela estava beijando outro rapaz? E se eu confiar nela e ela de fato beijou outro rapaz? Como eu posso ter a certeza, a confiança, sem saber o que aconteceu de fato?
- Esta vendo aquela xícara? – perguntou o velho apontando para uma velha xícara grande de barro, ao lado de um barril de vinho.
- Sim, estou.
- O que tem dentro dela?
- Vinho.
O velho pegou a xícara e jogou a água que estava dentro dela no rosto do jovem.
- Acorde! – gritou o velho – não percebes que não é possível ver o interior através do exterior? Ou tens a confiança dentro de ti, ou não a tens.

O jovem finalmente compreendeu e saiu feliz.

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29 junho, 2005

Pensar demais...

As vezes (e somente as vezes) o pensamento demasiado atrapalha. Há momentos em que a prática imediata, simplificada e intuitiva dá conta do que o pensamento, ainda que bem estruturado e argumentado, não dá. Nem mesmo explica. Pior, complica.

Tentamos desvendar grandes mistérios, pensamentos, questões metafísicas, sempre com reflexões e meta-pensamentos que não nos darão a resposta em momentos onde precisamos agir, somente agir. Queremos algo, pensamos muito sobre este algo e isso em muitos casos nos atrapalha.

Segue abaixo uma estória oriental que trata muito bem deste assunto:

"Certa ocasião, Buda estava no Bosque de Jeta, junto à cidade de Saravasti. Um monge de nome Malunkya veio ter com ele, parecendo bastante preocupado. Ele se afligia com o fato de buda jamais responder às seguintes questões, amplamente ventiladas pelos pensadores de sua época:

a) O mundo é finito ou infinito?
b) Corpo e espírito são uma coisa só ou duas coisas separadas?
c) O homem tem uma vida de além-túmulo?

Malunkya, que gostava de Filosofia, estava bastante aborrecido por Buda não tratar dessas questões, e disse-lhe:
- Ó Perfeito! Se não responderdes a minhas dúvidas, deixarei a Comunidade e voltarei à vida mundana.

Buda respondeu-lhe da seguinte maneira:
- Malunkya: certa vez um homem foi ferido por uma seta(flecha) envenenada. Os amigos correram a buscar um médico, mas o ferido disse que só consentiria que lhe extraíssem a seta e o tratassem depois de lhe explicarem quem atirou a seta, com que arco ela foi lançada, qual a sua forma, etc. Que terá acontecido com ele? Certamente há de ter morrido antes de ver esclarecidas suas dúvidas. Malunkya: da mesma forma, respostas a perguntas acerca do caráter finito ou infinito do universo, da natureza da alma, etc., não nos libertam do sofrimento. Precisamos libertar-nos do sofrimento nesta mesma vida. Por isso, Malunkya, não te preocupes com as questões que não ensino. Preocupa-te com as que ensino, que são: a Existência do Sofrimento, a Origem do Sofrimento, a Cessação do Sofrimento e o Caminho da Cessação do Sofrimento."


Não percas muito tempo pensando em como se sentir melhor, em como ser feliz, em como ser isso ou aquilo. Seu pensamento pode seguir caminhos que em nada lhe ajudarão a ser o que queres ser. Se quer ser algo, não pense tanto, apenas seja.

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27 junho, 2005

Os primeiros passos...

Eu vejo o sol
Eu vejo a lua
Eu vejo as pessoas
Eu... vejo... o caminho

Os primeiros passos...
Seriam os mais puros?
Seriam os mais verdadeiros?
Seriam os únicos?

Os caminhos possíveis
O caos que emerge a cada passo
A dúvida que nasce...
A certeza que surge...

No caminho eu vejo o sol
Eu vejo a lua
Eu vejo as pessoas
Eu... vejo... a mim mesmo.

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